O Dia Mundial do Rock, celebrado anualmente em 13 de julho, é muito mais do que uma data para os amantes da guitarra. É um momento para reconhecer o impacto cultural e a força de um gênero que, ao longo das décadas, moldou a música, a moda e o comportamento. Mas por trás das bandas e letras que marcaram gerações, existe um universo complexo de direitos e proteções que garantem que a arte e o trabalho árduo dos músicos sejam devidamente reconhecidos.
Neste dia marcante, vamos além da música e exploraremos como a propriedade intelectual é crucial para as grandes bandas, analisando casos que mostram a importância da proteção.
Metallica vs. Napster: A batalha pelos direitos autorais na era digital
O final dos anos 90 marcou o surgimento de uma nova era na distribuição de música, e com ela, um embate que mudaria para sempre a indústria fonográfica. Em 1999, o Napster surgiu com uma proposta sedutora: o compartilhamento gratuito de arquivos de música entre usuários. Contudo, essa “democratização” vinha a um custo: a ausência total de pagamento de direitos autorais, caracterizando a pirataria em larga escala.
Diversos processos já haviam sido movidos contra a plataforma, mas foi a lendária banda de rock Metallica que catapultou o debate para o cenário global. Em abril de 2000, o Metallica descobriu que uma de suas músicas, ainda não lançada oficialmente, estava sendo amplamente compartilhada no Napster e, pior, já tocava nas rádios — tudo sem qualquer autorização ou remuneração à banda. A indignação levou o grupo a processar o Napster por violação massiva de direitos autorais. A banda exigiu não apenas a remoção de todo o seu catálogo da plataforma, mas também o banimento dos milhares de usuários. O caso, amplamente divulgado, culminou na derrota do Napster, que declarou falência em 2002, marcando um precedente crucial sobre a proteção de direitos autorais na internet.
Legião Urbana: A luta pela marca e o perigo do registro de má-fé
O caso da Legião Urbana serve como um alerta contundente sobre a importância do registro de marca desde o início da carreira de uma banda ou artista. Assim como muitas empresas iniciantes, a Legião Urbana não realizou o registro de sua marca no INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) em seus primeiros passos. Essa omissão abriu uma brecha perigosa.
Um terceiro, percebendo o crescimento estrondoso e a falta de proteção legal da banda, agiu de má-fé e solicitou o registro da marca “Legião Urbana” em seu próprio nome. Este ato poderia ter custado à banda o controle sobre seu próprio nome e legado. Felizmente, após um longo e complexo processo judicial movido pelos integrantes da Legião Urbana, e com a apresentação de vastas provas demonstrando a má-fé no registro original, o INPI reconheceu a justiça da reivindicação da banda. Ao final, os direitos da marca “Legião Urbana” foram concedidos aos seus legítimos criadores, reforçando a mensagem de que a proteção da propriedade intelectual é um passo fundamental para qualquer projeto artístico.
Led Zeppelin e “Stairway to Heaven”: O fim da disputa de plágio
Uma ação movida em 2015 por Michael Skidmore, gestor do patrimônio de Randy Wolfe (membro da banda Spirit, já falecido), alegava que o riff de abertura de “Stairway to Heaven” era um plágio da música “Taurus”. Embora o Led Zeppelin tenha vencido o caso inicialmente em 2016, a decisão foi revertida em um recurso de 2018, reabrindo a esperança dos acusadores. No entanto, um tribunal de primeira instância na Califórnia já havia decidido em março de 2020 que não houve roubo do riff.
O processo era acompanhado de perto pela indústria musical, pois “Stairway to Heaven” arrecadou milhões de dólares ao longo dos anos. Jimmy Page, guitarrista do Led Zeppelin, testemunhou em 2016 que a sequência de acordes em questão “existia desde sempre”, enquanto especialistas dos acusadores apontavam “semelhanças substanciais”. A defesa, por sua vez, argumentava que o padrão de acordes era comum demais para ser protegido por direitos autorais.
Com a recusa da Suprema Corte, a decisão final que isenta o Led Zeppelin de plágio é mantida, colocando um ponto final definitivo nesta longa e complexa saga legal.
Como vimos, a propriedade intelectual é a base que sustenta o universo musical, garantindo que a criatividade seja protegida e recompensada. Assim como as grandes lendas do rock, a sua marca e criações também merecem essa atenção e segurança.
A ABM Marcas e Patentes está aqui para ajudar você a navegar por esse universo, assegurando que seu trabalho e legado estejam devidamente protegidos, permitindo que você continue a criar com tranquilidade.


